Ficam pelo chão
As penas das andorinhas
Partem passado o Verão
Para saudades minhas
Partem com rumo certo
Deixam ficar suas casas
Deixam a rua aqui tão perto
Levando vida nova nas asas
Procuram o sol noutra terra
E de lá hão-de voltar a partir
Trazendo até nós a Primavera
E a alegria de as vortar a ouvir
Voando ligeiras sob os beirais
Carregando no bico a esperança
Fazem os seus ninhos intemporais
De barro amassado com confiança
Num entrelaçado de belos ninhos
Cada uma conhace o seu bom lar
Podemos ver os pequenos filhinhos
Felizes à porta para a rua a espreitar
De preto e branco vestidas
Que a natureza assim as criou
São as aves das Primaveras floridas
São o regresso que feliz se desejou
Viajam à milhares de gerações
Por rotas com séculos de história
São lendárias as suas migrações
São prova de resistência e memória
Vêem até a nossa terra e trazem as flores
Vão com o Outono para saudades minhas
Mas hão-de voltar trazendo de novo amores
Elas que eu desejo Primavera e as Andorinhas.
Fernando de Santarém 17/03/2014
Sem comentários:
Enviar um comentário