Vida eu sou só um
Uma história vivida
Vida que se acustuma
A história esquecida
Foi simples a passagem
Sem ser vida certa
Foi simples a imagem
Sem ser vida aberta
Vida que faço agora
Que forma é adequada
Vida fico dentro ou fora
Que ganho tudo ou nada
É bom ser liberdade
Mas onde mora o desejo
É bom ser longevidade
Mas quanto dura um beijo
Vida dá-me o prometido
Um tempo bom de viver
Vida de duplo sentido
Se és também deixas de ser
Cantando tudo é diferente
Soa a letra de melodia
Quem não vê não sente
Porque ri quem não tem alegria
Vida não és o que sonhei
Sigo num folgo apresado
Vida és o que não esperei
Qual augúrio do meu passado
É bom saber que te vivo
Mas onde mora a consciência
É bom ser tempo contemplativo
Vida meu ser de Santa Paciência.
Fernando de Santarém 27/02/2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
As Palavras
Tão curtas são as horas
Para a imensidão das palavras
Crescem como ervas daninhas
Para alegrias e tristezas minhas
Estas palavras inquietas
São como umas marionetas
Dispostas em frente dos olhos
Onde vivem palavras de sonhos
Onde nascem lágrimas cristalinas
Que brilham em cintilantes meninas
Quem dera poder conter o vazio
O vazio das palavras feitas ao arrepio
De um coração sem tempo para as viver
E sem um sentido para as perceber
Tão simples e tão complicadas
Que andam sempre de mãos dadas
As palavras que se dizem amigas
São como ninho de velhas intrigas
Sentidas como espinho encravado
Num corpo de letras dilacerado
À espera da hora do ponto final
Sem esperança no seu destino imortal
E sem saber como as dizer certas
E olhando-as de tudo desertas
Até do próprio acreditar somente
Que são palavras de muita gente
Tão comuns e tão vulgares
Palavras sem rostos nem lugares
Feitas tantas vezes ao acaso
Espalhadas em campo raso
Dando os textos às balas
As palavras que não falas
As palavras que escondes
Às quais tu não respondes
E num silêncio surdo e mudo
Negas as palavras ao mundo
Recusas dar as palavras à voz
Mesmo sabendo que são eco de nós
Mas com caneta escreves as palavras
Mesmo aquelas que a falar te recusavas
Ao texto das palavras dás a forma adquirida
E assim devolves as palavras à nossa vida.
Fernando de Santarém 20/02/2014
Para a imensidão das palavras
Crescem como ervas daninhas
Para alegrias e tristezas minhas
Estas palavras inquietas
São como umas marionetas
Dispostas em frente dos olhos
Onde vivem palavras de sonhos
Onde nascem lágrimas cristalinas
Que brilham em cintilantes meninas
Quem dera poder conter o vazio
O vazio das palavras feitas ao arrepio
De um coração sem tempo para as viver
E sem um sentido para as perceber
Tão simples e tão complicadas
Que andam sempre de mãos dadas
As palavras que se dizem amigas
São como ninho de velhas intrigas
Sentidas como espinho encravado
Num corpo de letras dilacerado
À espera da hora do ponto final
Sem esperança no seu destino imortal
E sem saber como as dizer certas
E olhando-as de tudo desertas
Até do próprio acreditar somente
Que são palavras de muita gente
Tão comuns e tão vulgares
Palavras sem rostos nem lugares
Feitas tantas vezes ao acaso
Espalhadas em campo raso
Dando os textos às balas
As palavras que não falas
As palavras que escondes
Às quais tu não respondes
E num silêncio surdo e mudo
Negas as palavras ao mundo
Recusas dar as palavras à voz
Mesmo sabendo que são eco de nós
Mas com caneta escreves as palavras
Mesmo aquelas que a falar te recusavas
Ao texto das palavras dás a forma adquirida
E assim devolves as palavras à nossa vida.
Fernando de Santarém 20/02/2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Imprudente
O Génio saiu de mim
Farto de estar fechado
Farto de estar fechado
Agora ao velo andar assim
Eu mesmo fico pasmado
Como se atreveu afrontar
A minha presença indiferente
Sendo Génio não pode vingar
Sem o eu ,meu ser de gente
O Génio na sua altivez
Arrogante negou o criador
Mas ou é ignorância ou estupidez
Não vive o amo sem o seu senhor
De que vais viver ò Génio
Sem um físico para te sustentar
Nem de louvor nem de prémio
Tu não vives sem um corpo vulgar
Podem ser largas as ruas
Podem ser gigantes as cidades
Podes ser luz de sol ou luares de luas
Mas sem mim não há genialidades
Quem é a mão que te guia
Ò Génio do saber sensato
Quem te revela essa magia
Tu o Génio de ser abstracto
Pois se queres a liberdade
Então mostra-me o caminho
Tu falso Génio da verdade
Pois um Génio não vive sozinho
Volta para a tua clausura
Onde vive a tua compreensão
Não te percas na minha loucura
Que não vives sem este coração.
Fernando de Santarém 17 /02 /2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Amizade
Há uma palavra que se sente
Um sentimento que se vive
Que habita dentro da gente
Há quem o semeie e quem cultive
Há uma palavra que é presença
Que acompanha nossos passos
Que faz na vida toda a diferença
Que nos abraça mesmo sem braços
Há uma mão que se estende
Que é amparo na dificuldade
Há uma palavra que se entende
E que na distância se faz saudade
Há uma palavra que é coração
Que não conhece lei nem senhor
Quando existe ela é a boa razão
E verdade que alimenta o amor
Há uma palavra que é voz
Que se prelonga no infinito
Quando existe não estamos sós
No silêncio ecoa como um grito
Há uma palavra que é universo
Numa boca soa a uma cantiga
Uma rima num simples verso
Uma justiça que ama e não castiga
Há um corpo e rosto de um ser
Um banco livre no seio do jardim
Uma flor que encanta no seu crescer
Aroma que nos une num espaço sem fim
Há uma palavra que digo com alegria
Um sentimento puro , leal e sincero
Uma palavra sem tempo nem idade
Há uma palavra que é nossa noite e dia
Há uma cumplicidade de ti que desejo e quero
Eu sou essa palavra e tu a minha amizade.
Fernando de Santarém 10/02/2014
Um sentimento que se vive
Que habita dentro da gente
Há quem o semeie e quem cultive
Há uma palavra que é presença
Que acompanha nossos passos
Que faz na vida toda a diferença
Que nos abraça mesmo sem braços
Há uma mão que se estende
Que é amparo na dificuldade
Há uma palavra que se entende
E que na distância se faz saudade
Há uma palavra que é coração
Que não conhece lei nem senhor
Quando existe ela é a boa razão
E verdade que alimenta o amor
Há uma palavra que é voz
Que se prelonga no infinito
Quando existe não estamos sós
No silêncio ecoa como um grito
Há uma palavra que é universo
Numa boca soa a uma cantiga
Uma rima num simples verso
Uma justiça que ama e não castiga
Há um corpo e rosto de um ser
Um banco livre no seio do jardim
Uma flor que encanta no seu crescer
Aroma que nos une num espaço sem fim
Há uma palavra que digo com alegria
Um sentimento puro , leal e sincero
Uma palavra sem tempo nem idade
Há uma palavra que é nossa noite e dia
Há uma cumplicidade de ti que desejo e quero
Eu sou essa palavra e tu a minha amizade.
Fernando de Santarém 10/02/2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Vai e Vem
Passa correndo no ano
O tempo dos nossos dias
Parece certo o engano
De tristezas e alegrias
Contas que se fazem depressa
Resultado que se sabe bem
Tudo o mais pouco interessa
No tempo do ano que vai e vem
Trezentos e sessenta e cinco são
Quem sabe até não serão seis
Passados se forem quatro de antemão
No calendário de agnósticos e fiéis
Pesa na balança da noite e do dia
O peso que são na vida de alguém
No relógio há horas de um tempo que havia
De um ano que vai e de outro que logo vem.
Fernando de Santarém 07/02/2014
O tempo dos nossos dias
Parece certo o engano
De tristezas e alegrias
Contas que se fazem depressa
Resultado que se sabe bem
Tudo o mais pouco interessa
No tempo do ano que vai e vem
Trezentos e sessenta e cinco são
Quem sabe até não serão seis
Passados se forem quatro de antemão
No calendário de agnósticos e fiéis
Pesa na balança da noite e do dia
O peso que são na vida de alguém
No relógio há horas de um tempo que havia
De um ano que vai e de outro que logo vem.
Fernando de Santarém 07/02/2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Essência
Feliz do homem
Que ao mundo de si deu
Que as magoas não consomem
E que em paz consigo viveu.
Vive o mundo sua dor
Na hora da sua partida
Na fraternidade repartida.
Não há nem cor nem raça
Não há diferença nos sonhos.
Há uma esperança que abraça
E uma igualdade nas lágrimas dos olhos.
Quantos homens há no mundo
Que o som da sua voz
Gerassem um elo tão profundo
Que como irmãos une todos nós.
Se Deus mulher e homem fez
E com amor a todos deu perdão
Com humildade da minha pequenez
A felicidade é essência do meu coração.
Fernando de Santarém 5 /02/2014
Que ao mundo de si deu
Que as magoas não consomem
E que em paz consigo viveu.
Vive o mundo sua dor
Na hora da sua partida
Na fraternidade repartida.
Não há nem cor nem raça
Não há diferença nos sonhos.
Há uma esperança que abraça
E uma igualdade nas lágrimas dos olhos.
Quantos homens há no mundo
Que o som da sua voz
Gerassem um elo tão profundo
Que como irmãos une todos nós.
Se Deus mulher e homem fez
E com amor a todos deu perdão
Com humildade da minha pequenez
A felicidade é essência do meu coração.
Fernando de Santarém 5 /02/2014
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