OLHO O VENTO QUE VAI SOPRANDO
FAZENDO BAILAR A FOLHAGEM
COM ELE AS FOLHAS VÃO VIAJANDO
SOBRE A VIDA DA PAISAGEM
E CAEM AO CHÃO SUAVEMENTE
SEM PROCURAR O LUGAR CERTO
TÃO POUCO SE INCOMODA A GENTE
SE FORAM PARA LONGE OU PERTO
PARTEM PORQUE TEM-EM DE PARTIR
VIAJAM PORQUE TEM-EM DE VIAJAR
NÃO DIZEM ADEUS A SORRIR
NÃO DIZEM OLÁ A CHORAR
ASSIM QUE O VENTO ESMORECE
E ELAS CAÍDAS FICAM NO CHÃO
HÁ TODA UMA VIDA QUE SE ESQUECE
PORQUE À ÁRVORE JÁ NÃO VOLTARÃO
ASSIM FOI A TUA VIDA EM MIM
PORQUE ME ENCONTROU SEM PROCURAR
E SEM SABER ME NEGAVA ASSIM
A PROCURA DE TE ENCONTRAR
E PARTISTE PORQUE TINHAS DE PARTIR
E CHEGAS-TE PORQUE TINHAS DE CHEGAR
E SEGUIS-TE PORQUE TINHAS DE SEGUIR
E SÓ VOLTAS SE QUISERES VOLTAR
EU SOU COMO A FOLHA DEIXADA
QUE NÃO TORNA À VIDA QUE A CRIOU
E QUE ANTES ERA TUDO E AGORA É NADA
SÓ PORQUE O VENTO DA VIDA A SOLTOU
NÃO ME PROCURES ONDE FIQUEI
NEM TE DIGO ONDE AGORA ESTOU
MAS SE ME ENCONTRARES SABEREI
QUE A FOLHA DA ÁRVORE À VIDA VOLTOU
NÃO ME INCOMODA O TEMPO QUE PASSOU
TÃO POUCO O QUE AINDA DECORRE
PORQUE DO RAMO A FOLHA QUE O VENTO SOPROU
OUTRA RENASCE NO LUGAR DA QUE MORRE
ASSIM SERÁ A TUA VIDA ACREDITA
RENASCIDA NA ÁRVORE QUE A DESEJAR
SERÁ DE NOVO VISTOSA ,FORTE E BONITA
E AO VENTO ALEGRE HÁ-DE SUAVE BAILAR
E SERÁ FELIZ PORQUE TEM DE SER
E SERÁ ESPERANÇA PORQUE É VIDA
E AMANDO HÁ-DE AMOR VIVER
E LEVARÁ A TRISTEZA DE VENCIDA
E SE TE ENCONTRAR É PORQUE ACONTECEU
E SE ACONTECER É PORQUE O TEMPO DEIXOU
É PORQUE A VIDA E O TEMPO NOS CONCEDEU
ENCONTRA-MO-NOS NA VIDA QUE NOS SEPAROU
DUAS VIDAS DOIS DESTINOS
QUE NUM CAMINHO SE CRUZARAM
DOIS MUNDOS TÃO PEQUENINOS
QUE AGORA DE TÃO GRANDES SE AFASTARAM
DO VENTO FICOU UMA ARAGEM
DESSA VIDA UMA RECORDAÇÃO
FEITA FOI A SUA PRÓPRIA VIAGEM
DE TEMPO E VENTOS QUE NÃO VOLTAM
NÃO TE PREOCUPES EM ARRELIA
NEM VALORIZES O QUE NÃO TEM VALOR
FAZ NA TUA PROCURA DE CADA NOVO DIA
UM ENCONTRO CONSTANTE COM O AMOR.
FERNANDO DE SANTAREM 25/06/2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
PERDOEM-ME NÃO SOU POETA
NÃO HÁ MAIS SOL EM MIM
NEM ENCONTRO ENCANTO EM MEU DIA
NO MEU CÉU NÃO CONSIGO VER ALEGRIA
NEM HÁ FLORES A COLORIR O MEU JARDIM
SÃO TRISTES,TRISTES OS MEUS OLHOS
SOMBRIOS SEM O SEU ALTIVO BRILHAR
ANDAM CARENTES DESSA LUZ INVULGAR
QUE ILUMINA O MUNDO DOS MEUS SONHOS
PORQUE EM SILÊNCIO ALEGRIA PARTISTE
LEVANDO DAS PALAVRAS O SUBLIME PRAZER
E AS LETRAS BONITAS QUE PENSEI ESCREVER
SEM A TUA PRESENÇA VIVA EM MIM NÃO EXISTE
FICOU AGORA A SAUDADE EM TEU LUGAR
ESSA SUAVE COMPANHIA QUE É MEU AMPARO
A QUEM MEU DESGOSTO SENTIDO ENFIM DECLARO
COM A ESPERANÇA QUE EM PRANTO ME POSSA CONFORTAR
NÃO SEI QUE MAIS PALAVRAS UTILIZE
PARA ESCREVER A MINHA PROFUNDA DOR
QUEM SABE SE PELO FASCÍNIO DE UMA COR
UM OLHAR COM SABEDORIA BEM CERTO A AJUÍZE
SOU COMO A PEDRA ATIRADA AO AR
SEM RUMO CERTO ONDE VÁ ATINGIR
QUE CAÍ PORQUE TEM SIMPLESMENTE DE CAIR
E ESQUECIDA FICA SEM QUE ALGUÉM A VÁ PROCURAR
QUE PASSOS SÃO SEGUIDOS COM CONFIANÇA
QUE BRAÇOS ABRAÇAM SEM QUERER OU DESEJOS
QUE LÁBIOS DÃO SEM GOSTO DOCES E TERNOS BEIJOS
QUE CAMINHO SE FAZ SEM CRER QUE NELE HÁ ESPERANÇA
QUE LÁGRIMAS CORREM ASSIM CRISTALINAS
SE O CORAÇÃO NÃO ESTIVER DE AMOR SEDENTO
AINDA QUE RAIVA E ÓDIO SEJAM O SEU SUSTENTO
QUE INUNDA A FONTE QUE NASCE NESSAS MENINAS
DEIXEM QUE NESTAS RIMAS EU VOS DIGA
NEM SEMPRE O CAMINHO ESCOLHIDO É O CERTO
UM LIVRO DE PÁGINAS BRANCAS NA MESA ABERTO
APENAS NELE O OLHAR SÁBIO E SILENCIOSO SE ABRIGA
ERREI, POR MAIS BELAS PALAVRAS QUE VOS DIGA
MEU OLHAR TRISTE E SOMBRIO POR ESSA LUZ MENDIGA
NÃO SOU POETA POR GRAÇA ,DOM OU SEQUER CONDÃO
SOU A VOZ QUE ROGANDO DENUNCIA O MEU SOFRIDO VIVER
APRISIONADO VIVO O DESTINO DE LÁGRIMAS FEITAS A ESCREVER
PERDOEM-ME SE NÃO SOU POETA, QUE PRESO À VIDA TRAGO O CORAÇÃO.
FERNANDO DE SANTAREM 15 /06/2012
NEM ENCONTRO ENCANTO EM MEU DIA
NO MEU CÉU NÃO CONSIGO VER ALEGRIA
NEM HÁ FLORES A COLORIR O MEU JARDIM
SÃO TRISTES,TRISTES OS MEUS OLHOS
SOMBRIOS SEM O SEU ALTIVO BRILHAR
ANDAM CARENTES DESSA LUZ INVULGAR
QUE ILUMINA O MUNDO DOS MEUS SONHOS
PORQUE EM SILÊNCIO ALEGRIA PARTISTE
LEVANDO DAS PALAVRAS O SUBLIME PRAZER
E AS LETRAS BONITAS QUE PENSEI ESCREVER
SEM A TUA PRESENÇA VIVA EM MIM NÃO EXISTE
FICOU AGORA A SAUDADE EM TEU LUGAR
ESSA SUAVE COMPANHIA QUE É MEU AMPARO
A QUEM MEU DESGOSTO SENTIDO ENFIM DECLARO
COM A ESPERANÇA QUE EM PRANTO ME POSSA CONFORTAR
NÃO SEI QUE MAIS PALAVRAS UTILIZE
PARA ESCREVER A MINHA PROFUNDA DOR
QUEM SABE SE PELO FASCÍNIO DE UMA COR
UM OLHAR COM SABEDORIA BEM CERTO A AJUÍZE
SOU COMO A PEDRA ATIRADA AO AR
SEM RUMO CERTO ONDE VÁ ATINGIR
QUE CAÍ PORQUE TEM SIMPLESMENTE DE CAIR
E ESQUECIDA FICA SEM QUE ALGUÉM A VÁ PROCURAR
QUE PASSOS SÃO SEGUIDOS COM CONFIANÇA
QUE BRAÇOS ABRAÇAM SEM QUERER OU DESEJOS
QUE LÁBIOS DÃO SEM GOSTO DOCES E TERNOS BEIJOS
QUE CAMINHO SE FAZ SEM CRER QUE NELE HÁ ESPERANÇA
QUE LÁGRIMAS CORREM ASSIM CRISTALINAS
SE O CORAÇÃO NÃO ESTIVER DE AMOR SEDENTO
AINDA QUE RAIVA E ÓDIO SEJAM O SEU SUSTENTO
QUE INUNDA A FONTE QUE NASCE NESSAS MENINAS
DEIXEM QUE NESTAS RIMAS EU VOS DIGA
NEM SEMPRE O CAMINHO ESCOLHIDO É O CERTO
UM LIVRO DE PÁGINAS BRANCAS NA MESA ABERTO
APENAS NELE O OLHAR SÁBIO E SILENCIOSO SE ABRIGA
ERREI, POR MAIS BELAS PALAVRAS QUE VOS DIGA
MEU OLHAR TRISTE E SOMBRIO POR ESSA LUZ MENDIGA
NÃO SOU POETA POR GRAÇA ,DOM OU SEQUER CONDÃO
SOU A VOZ QUE ROGANDO DENUNCIA O MEU SOFRIDO VIVER
APRISIONADO VIVO O DESTINO DE LÁGRIMAS FEITAS A ESCREVER
PERDOEM-ME SE NÃO SOU POETA, QUE PRESO À VIDA TRAGO O CORAÇÃO.
FERNANDO DE SANTAREM 15 /06/2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
ROMANCE-3ºP-CONTINUAÇÃO
Apanhei o blusão que deixei sobre a mala e vesti-o porque hoje está frio,...olho o relógio,...já são seis menos vinte ,é melhor ir andando até à estação dos comboios onde encontrarei a casa de banho para as minhas necessidades ,e também para fazer a minha higiene pessoal e básica,não me posso deixar de cuidar tenho de tentar manter-me sempre capaz de me apresentar como um homem saudável e limpo.
Mais uma vez hoje vou ao encontro de uma oportunidade de trabalho,...se não fosse esta mala tudo era mais fácil ,mas ainda assim consegui um pequeno café onde com sorte o senhor me tem deixado ficar a mala durante o dia arrumada num canto da despensa .O certo é que nem sei se lá vá hoje para lhe pedir pois já sinto vergonha de o fazer por três vezes seguidas,o que há-de pensar de mim!.
Vou não tenho outro remédio e digo-lhe que é só por hoje e que já me vou embora pela noite,talvez mantendo a desculpa que não me deixam ficar a mala durante o dia no quarto da pensão,por certo vou conseguir a sua atenção e a disponibilidade para me ajudar como até aqui,mas confesso que tenho receio que me diga que não, pode pensar que tenho coisas roubadas na mala ou sei lá mais o quê!
Sinto-me tão cansado psicologicamente e até fisicamente que nem sei o que faço,não tenho dinheiro,apenas alguns cêntimos já nem dá para um pão,ontem à noite ainda comi uma sopa com uma carcaça,foi um euro e setenta ,agora já nada resta!...
Tenho-me escondido por detrás desta máscara de homem normal mas a verdade é que já não posso mais,percorro quilómetros e bato a tantas portas mas nada é sempre o mesmo....
-já está preenchido o lugar!
-já não precisamos !
-queremos uma pessoa mais nova!
-deixe ficar o contacto depois ligamos!....
Ando nisto há três anos ,hoje atinjo o limite se não conseguir arranjar um trabalho,terei de recorrer a pedir esmola,ou a esse trabalho de arrumar carros ,recorrer ás carrinhas de apoio aos mendigos de rua!.
Eu não sou um mendigo,eu tenho....,melhor tinha uma família ,filhos ,netos,um lar e amigos e vizinhos,o meu trabalho e uma mulher...!
Tudo se foi no dia em que fecharam a fabrica,vim para a rua e entrei em minha casa de mãos vazias com quatro meses de trabalho para receber ,sem carta de despedimento,sem futuro,sem nada ...!
Os meus patrões fugiram ninguém sabe deles,as suas dívidas são tantas e tão grandes que nem o património que deixam dá para pagar ás finanças ,segurança social ,e aos bancos e demais credores,os valores são tão altos que o que ficou não paga nem metade desse valor.Muitos de nós trabalhadores como eu há seis anos com vencimentos de quatrocentos e cinquenta euros tivemos direito a fundo de desemprego mas sabe-se-lá como apenas por um ano e meio e pouco mais de metade do vencimento,infelizmente eu nem uma formação consegui fazer nesse tempo porque não havia vagas para aquelas que me poderiam servir devido há minha idade,depois acabou e foi o descalabro total ,velho sem formação profissional fiquei limitado a uma vida de oportunidades sem qualquer garantia de direitos e a trabalhos precários sem condições e com vencimentos de miséria e exploração, e sempre que não havia trabalho era o primeiro a ser dispensado a ir para casa como um condenado a castigo perpétuo.
A minha procura de trabalho tem sido uma constante ,servente de construção,limpezas,ajudante ,jardineiro ,tudo tenho procurado ,mas ou sou muito velho ou não tenho o perfil adequado,ou não estou apto,e sempre que aparecia algo que servia se eu falava em contrato então era certo já não servia para o trabalho.
Aqui estou eu mais um mendigo de rua,embora o recuse a aceitar, aos sessenta e um anos sou um mero ser um adorno da sociedade,nem conto para as estatísticas como desempregado nem como homem.....!
Muitos perguntaram como cheguei até aqui ,se tinha tudo ,casa família,amigos ,que se passou ,o que aconteceu para não ter apoio e vir para à rua ,onde está o erro e o mal será dos outros ou meu?...
FERANDO DE SANTAREM 13/06/2012
Mais uma vez hoje vou ao encontro de uma oportunidade de trabalho,...se não fosse esta mala tudo era mais fácil ,mas ainda assim consegui um pequeno café onde com sorte o senhor me tem deixado ficar a mala durante o dia arrumada num canto da despensa .O certo é que nem sei se lá vá hoje para lhe pedir pois já sinto vergonha de o fazer por três vezes seguidas,o que há-de pensar de mim!.
Vou não tenho outro remédio e digo-lhe que é só por hoje e que já me vou embora pela noite,talvez mantendo a desculpa que não me deixam ficar a mala durante o dia no quarto da pensão,por certo vou conseguir a sua atenção e a disponibilidade para me ajudar como até aqui,mas confesso que tenho receio que me diga que não, pode pensar que tenho coisas roubadas na mala ou sei lá mais o quê!
Sinto-me tão cansado psicologicamente e até fisicamente que nem sei o que faço,não tenho dinheiro,apenas alguns cêntimos já nem dá para um pão,ontem à noite ainda comi uma sopa com uma carcaça,foi um euro e setenta ,agora já nada resta!...
Tenho-me escondido por detrás desta máscara de homem normal mas a verdade é que já não posso mais,percorro quilómetros e bato a tantas portas mas nada é sempre o mesmo....
-já está preenchido o lugar!
-já não precisamos !
-queremos uma pessoa mais nova!
-deixe ficar o contacto depois ligamos!....
Ando nisto há três anos ,hoje atinjo o limite se não conseguir arranjar um trabalho,terei de recorrer a pedir esmola,ou a esse trabalho de arrumar carros ,recorrer ás carrinhas de apoio aos mendigos de rua!.
Eu não sou um mendigo,eu tenho....,melhor tinha uma família ,filhos ,netos,um lar e amigos e vizinhos,o meu trabalho e uma mulher...!
Tudo se foi no dia em que fecharam a fabrica,vim para a rua e entrei em minha casa de mãos vazias com quatro meses de trabalho para receber ,sem carta de despedimento,sem futuro,sem nada ...!
Os meus patrões fugiram ninguém sabe deles,as suas dívidas são tantas e tão grandes que nem o património que deixam dá para pagar ás finanças ,segurança social ,e aos bancos e demais credores,os valores são tão altos que o que ficou não paga nem metade desse valor.Muitos de nós trabalhadores como eu há seis anos com vencimentos de quatrocentos e cinquenta euros tivemos direito a fundo de desemprego mas sabe-se-lá como apenas por um ano e meio e pouco mais de metade do vencimento,infelizmente eu nem uma formação consegui fazer nesse tempo porque não havia vagas para aquelas que me poderiam servir devido há minha idade,depois acabou e foi o descalabro total ,velho sem formação profissional fiquei limitado a uma vida de oportunidades sem qualquer garantia de direitos e a trabalhos precários sem condições e com vencimentos de miséria e exploração, e sempre que não havia trabalho era o primeiro a ser dispensado a ir para casa como um condenado a castigo perpétuo.
A minha procura de trabalho tem sido uma constante ,servente de construção,limpezas,ajudante ,jardineiro ,tudo tenho procurado ,mas ou sou muito velho ou não tenho o perfil adequado,ou não estou apto,e sempre que aparecia algo que servia se eu falava em contrato então era certo já não servia para o trabalho.
Aqui estou eu mais um mendigo de rua,embora o recuse a aceitar, aos sessenta e um anos sou um mero ser um adorno da sociedade,nem conto para as estatísticas como desempregado nem como homem.....!
Muitos perguntaram como cheguei até aqui ,se tinha tudo ,casa família,amigos ,que se passou ,o que aconteceu para não ter apoio e vir para à rua ,onde está o erro e o mal será dos outros ou meu?...
FERANDO DE SANTAREM 13/06/2012
MINHA PRECE
PELO AMOR DE DEUS
NÃO ME VIRES AS COSTAS
VÊ AS LÁGRIMAS NOS OLHOS MEUS
COM AS QUAIS NÃO TE IMPORTAS
PELO AMOR DE DEUS
NÃO FIQUES IMÓVEL E CALADA
QUE O SILÊNCIO DOS LÁBIOS TEUS
É O FIM DE TUDO E O COMEÇO DE NADA
PELO AMOR DE DEUS
NÃO DIGAS SIM QUANDO É NÃO
A ALMA PERTENCE AOS CÉUS
MAS A TERRA É DO CORAÇÃO
PELO AMOR DE DEUS
OLHA PARA MIM SEM PRECONCEITOS
E VÊ QUE HÁ NOS TRISTES OLHOS MEUS
A DOR DE VIVER COM TANTOS DEFEITOS
QUE SEJA PELO AMOR DE DEUS
QUE TU TENHAS PARA MIM UM CORAÇÃO
QUE PERDOE SINCERAMENTE OS PECADOS MEUS
E ME LIBERTE DA DOR DE SOFRER ESTA PAIXÃO.
FERNANDO DE SANTAREM 13/06/2012
NÃO ME VIRES AS COSTAS
VÊ AS LÁGRIMAS NOS OLHOS MEUS
COM AS QUAIS NÃO TE IMPORTAS
PELO AMOR DE DEUS
NÃO FIQUES IMÓVEL E CALADA
QUE O SILÊNCIO DOS LÁBIOS TEUS
É O FIM DE TUDO E O COMEÇO DE NADA
PELO AMOR DE DEUS
NÃO DIGAS SIM QUANDO É NÃO
A ALMA PERTENCE AOS CÉUS
MAS A TERRA É DO CORAÇÃO
PELO AMOR DE DEUS
OLHA PARA MIM SEM PRECONCEITOS
E VÊ QUE HÁ NOS TRISTES OLHOS MEUS
A DOR DE VIVER COM TANTOS DEFEITOS
QUE SEJA PELO AMOR DE DEUS
QUE TU TENHAS PARA MIM UM CORAÇÃO
QUE PERDOE SINCERAMENTE OS PECADOS MEUS
E ME LIBERTE DA DOR DE SOFRER ESTA PAIXÃO.
FERNANDO DE SANTAREM 13/06/2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
ROMANCE-2ºpágina
Por entre o meu pensamento de dor e amargura adormeci .Nas minhas costas a vida corria ,fazia frio e a cidade dormia em branda chuva que ensopava a mais dura das pedras da calçada dando-lhe um brilho resplandecente na noite,as luzes dos candeeiros envoltas em suave neblina criam a atmosfera própria para as mais loucas mentes que sonham noites terríveis e até de temível existência que sacrificam as almas dos mortais.
Ainda assim era sem duvida a noite que me trazia algum conforto sabia bem o seu silêncio ,apenas um leve temor me assolava ser vítima dessas mentes que conscientes ou inconscientes quem sabe numa embriagues de perigosos desejos de malvadez me encontrassem como uma cobaia para os seus anseios de saciar de vingança os seus corações que fervem de insatisfação e cheios de raiva e ódios estão prontos a lançar como lava de vulcões as frustrações que acumulam da vida.
Eu vivo na escuridão da noite no lado negro da vida e não sei o caminho para sair deste labirinto onde entrei sem ver o que dizia na entrada, se vida ou morte .
Mas agora uma vez cá dentro terei de caminhar não posso ficar parado ,sentar-me ou acomodar-me,terei que a todo o custo procurar o caminho para essa luz que me devolvera a vida,não vou baixar os braços não vou poupar minhas forças nem minhas pernas e será a vida que corre nas minhas veias que me incitará a procurar e a conquistar o meu lugar no mundo dos vivos digno desta vida que me foi dada sem custo sem preço,única e livre.
Com ainda um raiar leve da aurora já meu descanso se interrompe por uma consciência que não lhe permite o desfrutar em pleno desse prazer natural do ser humano, o sono.
Tenho de levantar-me da minha cama já me basta esta tristeza e amargura quanto mais ainda permitir que o olhar de uma sociedade de consumo individualista e de um egoísmo barato me julgue e condene na sua sobranceria que lhe permite ter prazer na infelicidade e na má sorte que não escolhe hora nem lugar nem vida onde se mostrar em toda a sua plenitude sem avisar qual o corpo e a alma que será exemplo de repulsa de escárnio e de desprezo desta mesma sociedade de tão puros e nobres valores.
Pouco me resta a lamentar ,há quase uma semana que deambulo por esta cidade ,hoje fiquei por terceira noite neste quarto improvisado numa casa aberta ao mundo,um leito de chão coberto de cartão um cobertor que esconde o corpo e o resguarda desde os pés à cabeça e me protege do frio,este gelo que me envolve neste novo despertar.
Quem me dera não viver um novo despertar .
Pudera eu esquecer que já fui homem ,hoje sou uma triste imagem duma realidade que vivo mas não desejo, pelo contrário a minha recusa é tão grande e constante pois se não sou digno de uma vida justa que me vale viver na injustiça.
Levanto-me dobro o cobertor abro a mala que me acompanha com o pouco que me resta ,dela retiro uma toalha ,pego na garrafa de água e pondo alguma na mão passo-a pelo rosto ,mais um pouco e pronto já está lavado ,agora enxugo-me na toalha ,passo a mão pelo cabelo e lanço um olhar breve para a rua.
É cedo e ainda bem ,não se vêem pessoas nem carros apenas os pardais dão sinais de estarem também eles a despertar para um novo dia .
Arrumo apresado o cobertor e a toalha na mala e fecho-a,de uma mochila numa bolsa tiro um pente e ajeito o cabelo pelo reflexo de um vidro baço e sujo de uma porta à muito fechada .
Apanho os cartões e encosto-os a um canto junto da parede ,quem sabe se voltarei a precisar deles mais uma vez,quem sabe!....
Respiro fundo e deixo um desabafo....queira Deus que não!.
FERNANDO DE SANTAREM 7/06/2012
Ainda assim era sem duvida a noite que me trazia algum conforto sabia bem o seu silêncio ,apenas um leve temor me assolava ser vítima dessas mentes que conscientes ou inconscientes quem sabe numa embriagues de perigosos desejos de malvadez me encontrassem como uma cobaia para os seus anseios de saciar de vingança os seus corações que fervem de insatisfação e cheios de raiva e ódios estão prontos a lançar como lava de vulcões as frustrações que acumulam da vida.
Eu vivo na escuridão da noite no lado negro da vida e não sei o caminho para sair deste labirinto onde entrei sem ver o que dizia na entrada, se vida ou morte .
Mas agora uma vez cá dentro terei de caminhar não posso ficar parado ,sentar-me ou acomodar-me,terei que a todo o custo procurar o caminho para essa luz que me devolvera a vida,não vou baixar os braços não vou poupar minhas forças nem minhas pernas e será a vida que corre nas minhas veias que me incitará a procurar e a conquistar o meu lugar no mundo dos vivos digno desta vida que me foi dada sem custo sem preço,única e livre.
Com ainda um raiar leve da aurora já meu descanso se interrompe por uma consciência que não lhe permite o desfrutar em pleno desse prazer natural do ser humano, o sono.
Tenho de levantar-me da minha cama já me basta esta tristeza e amargura quanto mais ainda permitir que o olhar de uma sociedade de consumo individualista e de um egoísmo barato me julgue e condene na sua sobranceria que lhe permite ter prazer na infelicidade e na má sorte que não escolhe hora nem lugar nem vida onde se mostrar em toda a sua plenitude sem avisar qual o corpo e a alma que será exemplo de repulsa de escárnio e de desprezo desta mesma sociedade de tão puros e nobres valores.
Pouco me resta a lamentar ,há quase uma semana que deambulo por esta cidade ,hoje fiquei por terceira noite neste quarto improvisado numa casa aberta ao mundo,um leito de chão coberto de cartão um cobertor que esconde o corpo e o resguarda desde os pés à cabeça e me protege do frio,este gelo que me envolve neste novo despertar.
Quem me dera não viver um novo despertar .
Pudera eu esquecer que já fui homem ,hoje sou uma triste imagem duma realidade que vivo mas não desejo, pelo contrário a minha recusa é tão grande e constante pois se não sou digno de uma vida justa que me vale viver na injustiça.
Levanto-me dobro o cobertor abro a mala que me acompanha com o pouco que me resta ,dela retiro uma toalha ,pego na garrafa de água e pondo alguma na mão passo-a pelo rosto ,mais um pouco e pronto já está lavado ,agora enxugo-me na toalha ,passo a mão pelo cabelo e lanço um olhar breve para a rua.
É cedo e ainda bem ,não se vêem pessoas nem carros apenas os pardais dão sinais de estarem também eles a despertar para um novo dia .
Arrumo apresado o cobertor e a toalha na mala e fecho-a,de uma mochila numa bolsa tiro um pente e ajeito o cabelo pelo reflexo de um vidro baço e sujo de uma porta à muito fechada .
Apanho os cartões e encosto-os a um canto junto da parede ,quem sabe se voltarei a precisar deles mais uma vez,quem sabe!....
Respiro fundo e deixo um desabafo....queira Deus que não!.
FERNANDO DE SANTAREM 7/06/2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
ROMANCE (INÍCIO 5 DE JUNHO DE 2012)
NOTA : este romance é baseado numa história que não sendo real se reveste de uma actualidade presente que bem pode ser a realidade de um qualquer homem ,no entanto este romance apenas tenta ser uma mensagem de esperança e amor, a verdadeira existência de uma vida plena de sentidos que cada vez mais nos fazem acreditar que o destino deve ser um só caminho na direcção da felicidade .Viver e ser passado ,presente ,e futuro mesmo que este nos pareça tão distante que só em sonhos o possamos alcançar.
Assim desejo a todos que cada letra,cada palavra ,cada página seja um motivo para acreditar que somos todos dignos da vida que assumimos no corpo,no rosto que nos deu um dia uma vida geradora de amor .
AGRADECIDO POR VOSSA AMIZADE
FERNANDO DE SANTAREM
1º PÁGINA
Estou tão cansado.
Eu fecho os olhos,esfrego-os ,coço a cabeça e abro a boca vezes sem conta...
Já nem sei se sinto o cansaço ou se vivo este sentimento cansado que invade sem qualquer receio de se perder em mim...
Hoje sinto-me tão frágil que qualquer aragem me parece uma tempestade.
Ouço um carro que passa rapidamente por esta rua que parece quase deserta de vidas nocturnas,parece mas não está !.Vazio está o mundo de sentimentos justos e leais,completamente desprovido de quais-queres sentimentos de piedade!
Não,não é essa piedade!...,a piedade a que me refiro é feita de amor e esperança,de olhos carinhosos,de mãos afectuosas ,de bocas sãs.
Nem sei porque teimo em pensar estas coisas,estar para aqui a querer encontrar filosofia no triste abandono em que vivo.
Que importa ao mundo uma alma desavinda com a ilusão da retórica ,das palavras e da filosofia quotidiana
que apenas lhe serve para encontrar novos caminhos para a semântica harmoniosa de seus devaneios.
Preciso tanto de dormir,já a noite vai longa ,hoje encontrei dificuldade em conseguir arranjar algum conforto no meu leito de desprezo e solidão, sinto que o passar dos dias me agoniza cada vez mais o coração,sinto que sou cada momento mais um mero objecto que adorna as ruas desta cidade,tal qual um banco de jardim ou um candeeiro de rua ,até mesmo um simples recipiente para o lixo tem mais utilidade que eu....!
Vamos lá...,acalma-te ,amanhã quando o dia nascer por certo encontrarei o consolo nessa luz radiante e quente que renovará em mim nova energia de vida,mesmo na presença da cruel realidade há-de brilhar em mim raios desse sol de esperança.
Hoje deitado sobre os sonhos desfeitos descanso o meu corpo num amontoado de desilusões , essas que arrefecem a alma e gelam os sentidos .
Uma manta cobre-me dos pés à cabeça ,estou voltado para uma parede ,de costas para a vida ,essa que passa aqui mesmo ao lado ,do lado de fora de mim...!
Não tenho nada,nem sequer o descanso que julgo merecido,eu que já tive tudo ,que dormi em cama lavada,que me saciei em mesa farta,que esbanjei da fartura...!
E agora?...
Agora sou o resto de tudo ,o farrapo do bom tecido que se arrasta pelo chão ao frio e à chuva enrolado na lama da miséria!...
Que importa o que fui...?
Só o que sou me atormenta e me trás desfeito em angustias e tristeza desmedida.
Não eu não tenho medo da morte!....
Mas tenho profundo medo da vida!...
Pouco a pouco os olhos se fecham receosos da claridade do dia que os há-de despertar para a dura realidade sem qualquer piedade,sem complacência ,mesmo sabendo da sua tristeza os torturará em silêncio até que eles se petrifiquem de dor.Coração de pedra,os olhos o não fazem amolecer,de tanta dureza também eles um dia deixaram de derramar essas cristalinas lágrimas que mais não são que fraqueza, imaturidade e mesmo inocência.
Que importa ,a dor os tornará fortes e capazes de ao mundo mostrar a indiferença e o desprezo sem uma reste-a de qualquer sentimento de amor!....
....................................................................................................................................
FERNANDO DE SANTAREM 05/06/2012
Assim desejo a todos que cada letra,cada palavra ,cada página seja um motivo para acreditar que somos todos dignos da vida que assumimos no corpo,no rosto que nos deu um dia uma vida geradora de amor .
AGRADECIDO POR VOSSA AMIZADE
FERNANDO DE SANTAREM
1º PÁGINA
Estou tão cansado.
Eu fecho os olhos,esfrego-os ,coço a cabeça e abro a boca vezes sem conta...
Já nem sei se sinto o cansaço ou se vivo este sentimento cansado que invade sem qualquer receio de se perder em mim...
Hoje sinto-me tão frágil que qualquer aragem me parece uma tempestade.
Ouço um carro que passa rapidamente por esta rua que parece quase deserta de vidas nocturnas,parece mas não está !.Vazio está o mundo de sentimentos justos e leais,completamente desprovido de quais-queres sentimentos de piedade!
Não,não é essa piedade!...,a piedade a que me refiro é feita de amor e esperança,de olhos carinhosos,de mãos afectuosas ,de bocas sãs.
Nem sei porque teimo em pensar estas coisas,estar para aqui a querer encontrar filosofia no triste abandono em que vivo.
Que importa ao mundo uma alma desavinda com a ilusão da retórica ,das palavras e da filosofia quotidiana
que apenas lhe serve para encontrar novos caminhos para a semântica harmoniosa de seus devaneios.
Preciso tanto de dormir,já a noite vai longa ,hoje encontrei dificuldade em conseguir arranjar algum conforto no meu leito de desprezo e solidão, sinto que o passar dos dias me agoniza cada vez mais o coração,sinto que sou cada momento mais um mero objecto que adorna as ruas desta cidade,tal qual um banco de jardim ou um candeeiro de rua ,até mesmo um simples recipiente para o lixo tem mais utilidade que eu....!
Vamos lá...,acalma-te ,amanhã quando o dia nascer por certo encontrarei o consolo nessa luz radiante e quente que renovará em mim nova energia de vida,mesmo na presença da cruel realidade há-de brilhar em mim raios desse sol de esperança.
Hoje deitado sobre os sonhos desfeitos descanso o meu corpo num amontoado de desilusões , essas que arrefecem a alma e gelam os sentidos .
Uma manta cobre-me dos pés à cabeça ,estou voltado para uma parede ,de costas para a vida ,essa que passa aqui mesmo ao lado ,do lado de fora de mim...!
Não tenho nada,nem sequer o descanso que julgo merecido,eu que já tive tudo ,que dormi em cama lavada,que me saciei em mesa farta,que esbanjei da fartura...!
E agora?...
Agora sou o resto de tudo ,o farrapo do bom tecido que se arrasta pelo chão ao frio e à chuva enrolado na lama da miséria!...
Que importa o que fui...?
Só o que sou me atormenta e me trás desfeito em angustias e tristeza desmedida.
Não eu não tenho medo da morte!....
Mas tenho profundo medo da vida!...
Pouco a pouco os olhos se fecham receosos da claridade do dia que os há-de despertar para a dura realidade sem qualquer piedade,sem complacência ,mesmo sabendo da sua tristeza os torturará em silêncio até que eles se petrifiquem de dor.Coração de pedra,os olhos o não fazem amolecer,de tanta dureza também eles um dia deixaram de derramar essas cristalinas lágrimas que mais não são que fraqueza, imaturidade e mesmo inocência.
Que importa ,a dor os tornará fortes e capazes de ao mundo mostrar a indiferença e o desprezo sem uma reste-a de qualquer sentimento de amor!....
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FERNANDO DE SANTAREM 05/06/2012
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