sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vai e Vem

Passa correndo no ano
O tempo dos nossos dias
Parece certo o engano
De tristezas e alegrias

Contas que se fazem depressa
Resultado que se sabe bem
Tudo o mais pouco interessa
No tempo do ano que vai e vem

Trezentos e sessenta e cinco são
Quem sabe até não serão seis
Passados se forem quatro de antemão
No calendário de agnósticos e fiéis

Pesa na balança da noite e do dia
O peso que são na vida de alguém
No relógio há horas de um tempo que havia
De um ano que vai e de outro que logo vem.


                            Fernando de Santarém 07/02/2014


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