segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Imprudente

O Génio saiu de mim
Farto de estar fechado
Agora ao velo andar assim
Eu mesmo fico pasmado

Como se atreveu afrontar
A minha presença indiferente
Sendo Génio não pode vingar
Sem o eu ,meu ser de gente

O Génio na sua altivez
Arrogante negou o criador
Mas ou é ignorância ou estupidez
Não vive o amo sem o seu senhor

De que vais viver ò Génio
Sem um físico para te sustentar
Nem de louvor nem de prémio
Tu não vives sem um corpo vulgar

Podem ser largas as ruas
Podem ser gigantes as cidades
Podes ser luz de sol ou luares de luas
Mas sem mim não há genialidades

Quem é a mão que te guia
Ò Génio do saber sensato 
Quem te revela essa  magia
Tu o Génio de ser abstracto

Pois se queres a liberdade
Então mostra-me o caminho
Tu falso Génio da verdade
Pois um Génio não vive sozinho

Volta para a tua clausura
Onde vive a tua compreensão
Não te percas na minha loucura
Que não vives sem este coração.


                      Fernando de Santarém 17 /02 /2014


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