terça-feira, 18 de outubro de 2011



ÁGUA CORRENTE
Sentei-me á beira do rio
Olhando a água  corrente
Sentei-me á beira do vazio
Olhando o correr da mente

Mil pensamentos vazios
Sem esperança ou propósito
Cinzentos ,tristes e frios
A encher de nada meu depósito

Para que guardar uma coisa vã
Para que acumular memórias
Para que guardar para amanhã
Tantas e tantas velhas histórias

Olho a água que serena corre
O leito do rio coberto de areia
Porque será que o corpo morre
Que interior lá se semeia

Pedras lisas e polidas
Brilham á luz dos dias
São elas lá no fundo esquecidas
como memórias sombrias

Que seara cultivamos nós
Que colheita esperamos fazer
Vivendo escondidos e sós
Que celeiro vamos nós ter

Constante olhei a água
Correndo silenciosa e serena
No meu rosto sobrava mágua
Numa imensidão tão pequena

Por fim uma lágrima caiu
 Aquela água se juntou
Com a corrente ela partiu
Preso o meu coração deixou.

FERNANDO DE SANTARÉM 18/10/2011
 

Sem comentários:

Enviar um comentário