ÁGUA CORRENTE
Sentei-me á beira do rio
Olhando a água corrente
Sentei-me á beira do vazio
Olhando o correr da mente
Mil pensamentos vazios
Sem esperança ou propósito
Cinzentos ,tristes e frios
A encher de nada meu depósito
Para que guardar uma coisa vã
Para que acumular memórias
Para que guardar para amanhã
Tantas e tantas velhas histórias
Olho a água que serena corre
O leito do rio coberto de areia
Porque será que o corpo morre
Que interior lá se semeia
Pedras lisas e polidas
Brilham á luz dos dias
São elas lá no fundo esquecidas
como memórias sombrias
Que seara cultivamos nós
Que colheita esperamos fazer
Vivendo escondidos e sós
Que celeiro vamos nós ter
Constante olhei a água
Correndo silenciosa e serena
No meu rosto sobrava mágua
Numa imensidão tão pequena
Por fim uma lágrima caiu
Aquela água se juntou
Com a corrente ela partiu
Preso o meu coração deixou.
FERNANDO DE SANTARÉM 18/10/2011
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